Nove perguntas para organizar sua preocupação com apostas. Resultado imediato, sem cadastro e sem diagnóstico automático.
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A dúvida costuma chegar assim: "eu aposto muito ou eu tenho um problema?". É uma pergunta difícil de responder sozinho, porque quem aposta tende a comparar o próprio comportamento com o de quem aposta mais — e sempre existe alguém que aposta mais.
Esta página reúne um instrumento de rastreio com correção automática e resultado imediato, para transformar uma dúvida difusa em uma informação organizada. Não é um diagnóstico. É um ponto de partida.
Importante. Nenhum questionário diagnostica transtorno do jogo. O diagnóstico é clínico e depende de entrevista, história do comportamento, avaliação de comorbidades e da situação real de prejuízo. Resultado alto aqui não confirma o quadro; resultado baixo não o exclui.
Faça o teste
Responda por você, considerando os últimos 12 meses. Esta versão é destinada a adultos (18 anos ou mais). Se você é menor de idade, converse com um adulto de confiança e procure orientação profissional.
Seu resultado está disponível no questionário acima.
O questionário tem rolagem interna e botão para apagar as respostas. Use Tab e as setas do teclado para navegar. Não há necessidade de informar nome, telefone ou e-mail.
Por que o PGSI
O Problem Gambling Severity Index (PGSI) foi desenvolvido por Ferris e Wynne (2001), como parte do Canadian Problem Gambling Index. São nove perguntas de autorrelato sobre consequências e comportamentos ligados a apostas nos últimos 12 meses.
É um instrumento utilizado em pesquisa populacional e em rastreio. O III LENAD, da Unifesp/UNIAD, é uma referência brasileira sobre o tema. Aqui, os números populacionais não são transformados em probabilidade individual de diagnóstico.
Rastreio não é teste diagnóstico
Esta página não apresenta o PGSI como teste psicológico privativo nem como instrumento com aprovação diagnóstica pelo CFP. O SATEPSI é a fonte oficial para conferir o status e as condições de uso de testes psicológicos. Uma avaliação clínica precisa ir além de qualquer questionário.
Como interpretar o seu resultado
O PGSI soma de 0 a 27 pontos. As faixas convencionais de rastreio são:
| Pontuação | Faixa | Leitura cuidadosa |
|---|---|---|
| 0 | Nenhum indicador nas respostas | Não exclui sofrimento, prejuízo ou problema fora do período investigado. |
| 1 a 2 | Baixo risco | Há indicadores relatados; observe seu contexto e consequências. |
| 3 a 7 | Risco moderado | Recomenda aprofundar a avaliação; não determina um diagnóstico. |
| 8 a 27 | Jogo problemático no rastreio | Sugere maior necessidade de avaliação e apoio profissional. |
A soma é uma informação de rastreio, não uma medida completa da sua vida. Sofrimento, endividamento ou preocupação justificam procurar ajuda em qualquer pontuação. Fonte das faixas: Gambling Commission.
O que o teste não responde
- Não diz há quanto tempo o padrão existe nem como ele se instalou.
- Não diferencia transtorno do jogo de um descontrole ligado a episódio maníaco, depressão, uso de substâncias ou crise pontual — e essa distinção muda completamente a conduta.
- Não avalia comorbidades: depressão, ansiedade, TDAH, uso de álcool, impulsividade estrutural.
- Não mede o risco à vida nem a gravidade real do endividamento.
- Não captura o que sustenta o comportamento: o que a aposta alivia, o que ela substitui, que lugar ela ocupa na história daquela pessoa. Essa compreensão pode contribuir para o plano de cuidado.
Para entender o quadro em profundidade — por que o produto foi desenhado para prender, o que acontece no cérebro e como funciona o tratamento —, leia o artigo completo: Vício em apostas online: por que o "tigrinho" prende e como sair.
Se o seu resultado veio alto, o que fazer em 4 etapas
1. Reduza o acesso hoje, não depois. Solicite a autoexclusão pela plataforma oficial de autoexclusão, que abrange as operadoras autorizadas pela SPA/MF, conforme as regras do serviço. Ela não bloqueia todo site existente. Desinstale os aplicativos, bloqueie os sites, retire os cartões da carteira digital.
2. Rompa o segredo com uma pessoa. Uma só já basta. A vergonha é o combustível principal do ciclo: enquanto ninguém sabe, a única saída que aparece é recuperar o dinheiro apostando.
3. Planeje proteção financeira com autonomia. Apoio de alguém de confiança pode ser combinado de forma voluntária e revisável. Não compartilhe senhas bancárias e não aceite coerção ou controle abusivo. Orientação financeira pode complementar o cuidado clínico.
4. Procure avaliação profissional. Especialmente se houver dívida grande, sintomas depressivos, uso de álcool ou pensamentos de morte.
Segurança primeiro. Se houver risco imediato de se machucar ou de machucar alguém, procure um pronto-socorro ou ligue SAMU 192. Não espere uma consulta agendada. Se possível, fique com alguém de confiança. O CVV 188 oferece apoio emocional gratuito, 24 horas por telefone; não substitui atendimento de emergência. UBS e CAPS também são portas de entrada para cuidado continuado.
Atendimento em Londrina e online
Atendo adultos em psicoterapia no Centro de Londrina — Rua Paranaguá, 777 — e também on-line, para todo o Brasil. O trabalho com jogo problemático combina medidas concretas de redução de acesso, manejo da fissura, enfrentamento da dívida e, na camada de fundo, o entendimento do que aquele comportamento vinha regulando.
Não prometo tempo de tratamento nem resultado garantido — isso varia de pessoa para pessoa. O que a experiência mostra é que buscar ajuda cedo muda bastante o percurso.
Perguntas frequentes
Este questionário é um teste diagnóstico oficial?
Não. É um instrumento de rastreio. Não é apresentado aqui como teste psicológico privativo aprovado no SATEPSI. O diagnóstico depende de avaliação clínica, e o status de instrumentos deve ser consultado na fonte oficial.
Esse teste dá diagnóstico de ludopatia?
Não. Ele mostra o quanto o seu padrão de apostas se aproxima de um perfil de risco descrito na literatura. Rastreio positivo é motivo para investigar, não conclusão.
O que é o PGSI?
É o Problem Gambling Severity Index, escala de nove perguntas sobre os últimos 12 meses, desenvolvida no Canadá por Ferris e Wynne em 2001. É utilizado em rastreios e estudos populacionais; não substitui entrevista clínica.
Apostar todo dia já é ludopatia?
Não necessariamente. Frequência isolada não fecha o quadro. O que caracteriza o transtorno é a perda de controle somada ao prejuízo — financeiro, familiar, profissional ou emocional — e a manutenção do comportamento apesar desse prejuízo.
Minhas respostas ficam gravadas?
As respostas e a pontuação deste componente ficam apenas na memória do navegador, dentro de uma área isolada, e não são enviadas ao consultório nem gravadas pelo questionário. Fechar ou recarregar a página apaga as respostas. Isso não significa que o site inteiro deixe de usar cookies ou ferramentas de audiência; consulte sua política de privacidade.
Posso fazer o teste pensando em outra pessoa?
O PGSI é um instrumento de autorrelato — foi construído para ser respondido em primeira pessoa. Responder no lugar de alguém produz um resultado pouco confiável. Se a preocupação é com um familiar, o caminho mais útil é a leitura dos sinais de alerta no artigo sobre vício em apostas e, se possível, uma conversa com um profissional — inclusive sozinho, antes de envolver a pessoa.
Deu pontuação baixa, mas eu continuo preocupado. E agora?
Pontuação baixa não invalida a sua percepção. O PGSI cobre os últimos 12 meses e olha para consequências já instaladas — ele não captura bem quem está no início ou quem reduziu recentemente sem ter resolvido o que levava até ali. Se há sofrimento ou dúvida persistente, a avaliação clínica segue indicada.
Referências
- Ferris, J., & Wynne, H. (2001). The Canadian Problem Gambling Index: Final Report. Créditos do PGSI.
- Gambling Commission — itens e faixas de pontuação do PGSI.
- III LENAD — Caderno Temático Jogos de Aposta na População Brasileira. Unifesp/UNIAD.
- NICE — Gambling-related harms (NG248).
- Conselho Federal de Psicologia — SATEPSI.
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação psicológica ou médica, não oferece diagnóstico e não orienta iniciar ou mudar medicação. As decisões clínicas dependem de avaliação individual.
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