Transtorno Bipolar: sintomas, causas e tratamento psicológico

NovidadeObra autoral de Henrique Oliveira

O Terapeuta

As Crônicas de um Homem Mau

Um paciente. Onze cartas. Doze meses para descobrir se alguém pode ser salvo — e quem realmente precisa ser salvo.

Ler a Nota do Autor e o Prólogo

O artigo começa logo abaixo

O que é o transtorno bipolar

O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental caracterizada por mudanças intensas de humor, energia e comportamento. Essas mudanças vão muito além das variações normais que todos nós vivemos no dia a dia, envolvem períodos em que a pessoa se sente muito animada, acelerada ou irritada (fase maníaca), e outros em que se sente triste, sem energia e desmotivada (fase depressiva).

De acordo com Paulo Dalgalarrondo (2019), essas oscilações interferem significativamente na vida do indivíduo, afetando o trabalho, as relações e até a forma de perceber a si mesmo. É como se o “termômetro emocional” perdesse a capacidade de se autorregular.

Uma distinção que evita muito mal-entendido: bipolaridade não é mudar de humor várias vezes no mesmo dia. O que caracteriza o quadro são episódios — períodos delimitados, que duram dias ou semanas, em que o humor e o nível de energia saem do padrão habitual da pessoa e assim permanecem. Entre um episódio e outro, é comum haver um retorno ao funcionamento habitual. Oscilações rápidas, de horas, disparadas por situações do dia a dia, apontam para outras direções clínicas.

Os tipos e suas diferenças

O transtorno bipolar é dividido em dois principais tipos:

  • Bipolaridade Tipo I: ocorre quando a pessoa apresenta pelo menos um episódio de mania, com elevação intensa do humor, aumento de energia, impulsividade e, às vezes, sintomas psicóticos. As fases depressivas também podem acontecer, mas não são obrigatórias para o diagnóstico.

  • Bipolaridade Tipo II: envolve episódios de hipomania (uma forma mais leve de elevação do humor, sem psicose ou necessidade de internação) e episódios de depressão maior. Aqui, a depressão é mais frequente e marcante, enquanto os períodos de euforia costumam passar despercebidos pelo próprio paciente.

Em resumo, o tipo I se caracteriza por manias mais intensas, e o tipo II, por depressões mais recorrentes associadas a elevações leves do humor.

Tipo ITipo IICiclotimia
Elevação do humorMania — intensa, ≥ 7 diasHipomania — leve, ≥ 4 diasSintomas hipomaníacos que não fecham episódio completo
DepressãoPode ocorrer, mas não é exigida para o diagnósticoObrigatória — episódio depressivo maiorSintomas depressivos que não fecham episódio completo
Sintomas psicóticosPodem estar presentes na maniaAusentes por definiçãoAusentes
Prejuízo funcionalAcentuado; pode exigir internaçãoMarcado sobretudo nas fases depressivasPersistente, porém mais leve
Duração do quadroEpisódica, ao longo da vidaEpisódica, com depressões recorrentesOscilações por pelo menos 2 anos, sem períodos longos de estabilidade
Costuma ser confundido comQuadros psicóticos, impulsividade, uso de substânciasDepressão comum — a hipomania não é relatadaTraço de personalidade, “temperamento instável”

Quadro comparativo com base nos critérios do DSM-5. A classificação é sempre clínica e depende de avaliação profissional — nenhuma tabela substitui esse processo.

Como se manifesta

Na mania ou hipomania

  • Muita energia e menor necessidade de sono
  • Fala e pensamentos acelerados
  • Autoconfiança ou ideias grandiosas
  • Decisões impulsivas e comportamentos de risco

Na fase depressiva

  • Tristeza profunda e desânimo
  • Perda de prazer nas atividades
  • Dificuldade de concentração e culpa
  • Pensamentos de inutilidade ou morte

Essas fases podem durar dias, semanas ou meses. Entre elas, a pessoa pode se sentir estável — o que muitas vezes leva familiares a pensarem que “o problema passou”.

Sintomas de mania e de depressão lado a lado

Elevação do humor

Mania: ≥ 7 dias · Hipomania: ≥ 4 dias consecutivos

  • Redução da necessidade de sono — dorme pouco e acorda disposto
  • Energia e atividade muito aumentadas
  • Autoestima inflada ou ideias de grandeza
  • Fala e pensamentos acelerados
  • Distratibilidade e vários projetos ao mesmo tempo
  • Impulsividade em gastos, decisões, sexualidade ou riscos
  • Irritabilidade quando contrariado
  • Na mania, pode haver sintomas psicóticos
O sinal mais característico: dormir poucas horas e acordar disposto. É diferente de insônia, em que a pessoa sente cansaço no dia seguinte.

Fase depressiva

Episódio depressivo maior: ≥ 2 semanas

  • Humor deprimido na maior parte do dia
  • Perda de interesse e prazer em quase tudo
  • Fadiga e perda de energia
  • Alterações de sono, apetite ou peso
  • Dificuldade de concentração e decisão
  • Lentificação ou agitação psicomotora
  • Sentimentos de inutilidade e culpa excessiva
  • Isolamento e pensamentos de morte
Atenção: pensamentos de morte pedem avaliação imediata. CVV 188 · SAMU 192 · CAPS de referência.

Estados mistos também existem: sintomas dos dois polos podem aparecer ao mesmo tempo — por exemplo, energia e agitação acompanhadas de humor deprimido e desesperança. São períodos de risco elevado e exigem avaliação médica.

Quanto tempo dura cada fase

Os critérios de duração ajudam a diferenciar episódios de variações comuns do humor:

≥ 7 diasEpisódio maníaco

Ou qualquer duração quando há necessidade de internação.

≥ 4 diasEpisódio hipomaníaco

Sem prejuízo acentuado e sem sintomas psicóticos.

≥ 2 semanasEpisódio depressivo maior

Com humor deprimido e/ou perda de interesse e prazer.

Na prática clínica, os episódios frequentemente se estendem por semanas ou meses quando não tratados. Entre eles costuma haver a eutimia — o período de humor estável. Essa estabilidade não significa que o transtorno “passou”; ela faz parte do curso.

Como as fases se alternam

Os esquemas abaixo mostram o curso de forma didática. Eles não representam a sequência exata de todas as pessoas.

elevação do humoreutimiarebaixamento do humor

Sinais precoces de virada

Aprender a reconhecer mudanças que antecedem um episódio permite buscar ajuda antes que a fase ganhe intensidade. Os sinais são individuais; mapear os seus faz parte do acompanhamento.

Antes de uma fase de elevação

Dormir menos sem cansaço · pensamento acelerado · falar mais rápido · sensação de clareza incomum · novos projetos em série · gastos acima do habitual · aumento da libido · irritabilidade · produtividade de madrugada.

Antes de uma fase depressiva

Sono aumentado ou fragmentado · cansaço desproporcional · desinteresse progressivo · cancelar compromissos · autocrítica mais dura · dificuldade de decidir · vontade de sumir.

Gatilhos frequentes: privação de sono, mudanças de fuso, trabalho por turnos, álcool e outras substâncias, interrupção da medicação por conta própria, perdas e estresse intenso. O sono é, ao mesmo tempo, sintoma e gatilho — proteger o ritmo de sono é uma intervenção importante.

O fator multifatorial da Bipolaridade

As causas do transtorno bipolar são multifatoriais, ou seja, envolvem aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Pesquisas mostram que há influência genética e alterações na regulação dos neurotransmissores do cérebro.
Mas, como lembra Gabbard (2016), também existem fatores emocionais e relacionais importantes — como experiências de perda, rejeição, ou dificuldades em lidar com os próprios afetos.

Muitos pacientes apresentam, em sua história, relações familiares marcadas por insegurança afetiva ou medo da rejeição. A teoria do apego de John Bowlby (1989) explica que quando a base emocional na infância é instável, o adulto pode desenvolver maior vulnerabilidade às oscilações emocionais, alternando entre períodos de euforia e retraimento.

Um olhar psicológico sobre o bipolar

Na visão psicodinâmica, o transtorno bipolar pode ser entendido como uma luta interna entre extremos emocionais. Durante a euforia, a pessoa tenta afastar a dor e o medo da perda, é como se dissesse inconscientemente: “estou bem demais para sofrer”. Já na depressão, todo esse afeto retorna com força, e o indivíduo sente-se vazio, culpado ou sem sentido.

O filósofo e psicólogo Paulo Meneses, no livro Afetividade e Vontade, explica que nossa vida psíquica depende do equilíbrio entre o sentir (afetividade) e o agir (vontade). Quando esse equilíbrio se rompe, a pessoa pode oscilar entre impulsividade e paralisia — o que se vê claramente nas fases do transtorno bipolar.

Não é bipolaridade: o que entra no diagnóstico diferencial

Nem toda oscilação de humor é bipolaridade, e confundir tem consequência: o tratamento de cada quadro é diferente.

Depressão unipolar. Apresenta apenas episódios depressivos, sem qualquer período de elevação do humor. A investigação de hipomania passada é obrigatória antes de se firmar o diagnóstico de depressão — e é o passo mais frequentemente pulado, porque a pessoa raramente relata espontaneamente uma fase em que se sentiu bem demais.

Transtorno da personalidade borderline. A instabilidade afetiva existe nos dois quadros, mas com assinaturas diferentes: no borderline ela dura horas, raramente mais que alguns dias, e costuma ser disparada por eventos interpessoais — rejeição, crítica, ameaça de abandono. Na bipolaridade, os episódios duram dias a semanas e podem surgir sem desencadeante claro, com retorno à linha de base entre eles. Tratei disso em detalhe no artigo Borderline ou bipolaridade: as diferenças que evitam confusão.

TDAH. Inquietação, impulsividade, fala acelerada e distratibilidade aparecem nos dois. A diferença é o curso: no TDAH esses traços são crônicos e constantes, presentes desde antes dos 12 anos, e não episódicos. Ver TDAH ou ansiedade em adultos.

Uso de substâncias. Estimulantes produzem quadros que imitam mania; a abstinência produz irritabilidade e disforia. É preciso descartar sempre — assunto que abordo em dependência química.

Condições médicas. Alterações de tireoide, entre outras, precisam ser investigadas por médico.

Também vale registrar: pessoas com bipolaridade frequentemente apresentam quadros associados — transtornos de ansiedade, uso de substâncias, TDAH. A presença de um não exclui o outro, e o plano de tratamento precisa contemplar o conjunto.

Por que o diagnóstico costuma demorar

É comum que se passem anos entre os primeiros sintomas e o diagnóstico correto. As razões são conhecidas:

A hipomania não é vivida como problema. Ninguém procura ajuda porque está com energia de sobra, produtivo, sociável e dormindo pouco sem cansaço. A pessoa procura ajuda na depressão — e descreve ao profissional apenas a depressão. Sem uma pergunta ativa sobre fases de elevação, o quadro é lido como depressão unipolar.

O relato depende de terceiros. Familiares e parceiros percebem alterações que a própria pessoa não registra como alteração. Por isso, sempre que possível e autorizado, incluo um informante na avaliação — não para vigiar ninguém, mas porque falta uma peça da informação sem isso.

A memória de humor é ruim. Reconstruir retrospectivamente como se estava há dois anos é difícil para qualquer pessoa. Instrumentos estruturados e linha do tempo ajudam bastante.

A primeira fase costuma ser depressiva. Estatisticamente, o quadro se abre pela depressão — e o diagnóstico só se completa quando aparece a primeira elevação, que pode levar anos.

É por isso que a avaliação cuidadosa vale o tempo que leva. Uma entrevista bem conduzida, com linha do tempo, informantes e instrumentos, é o que diferencia um diagnóstico correto de um rótulo apressado.

Tratamento e possibilidades de melhora do Transtorno Bipolar

O tratamento do transtorno bipolar envolve geralmente uma combinação de medicamentos e psicoterapia. Os estabilizadores de humor ajudam a controlar as oscilações, enquanto a psicoterapia permite que o paciente compreenda seus gatilhos emocionais e aprenda a reconhecer os sinais precoces de cada fase.

A psicoterapia psicodinâmica tem se mostrado muito útil nesse processo, pois ajuda a pessoa a compreender o significado emocional por trás das mudanças de humor, fortalecendo o autoconhecimento e a capacidade de lidar com as próprias emoções.

Além disso, o vínculo com o terapeuta funciona como uma “base segura”, conceito trazido por Bowlby, que permite que o paciente explore suas emoções com menos medo e mais confiança.

A psicoeducação que envolve também familiares e parceiros é fundamental para compreender que o transtorno bipolar tem tratamento e que, com o acompanhamento adequado, é possível levar uma vida equilibrada e satisfatória.

Alguns pilares práticos completam o tratamento e costumam ser subestimados:

Regularidade de sono e de rotina. É uma intervenção terapêutica, e não um conselho genérico. A privação de sono é um dos gatilhos mais bem estabelecidos de virada para elevação do humor, e ritmos irregulares desestabilizam o quadro. Se o sono é uma dificuldade persistente, escrevi sobre isso em insônia e ansiedade.

Registro de humor. Acompanhar humor, sono, energia e eventos ao longo das semanas transforma impressão vaga em dado. É o que permite identificar padrões sazonais, gatilhos recorrentes e sinais precoces de virada.

Plano de crise combinado antecipadamente. Definir, em período de estabilidade, o que fazer quando os sinais aparecerem: quem avisar, quais decisões suspender, quando procurar o psiquiatra. Combinar isso na eutimia é infinitamente mais eficaz do que tentar decidir em plena crise.

Um cuidado importante: por envolver episódios de elevação do humor, o tratamento medicamentoso da bipolaridade difere do tratamento da depressão unipolar. Essa é uma das razões pelas quais a avaliação psiquiátrica é indispensável, e pelas quais o diagnóstico correto tem consequência prática direta. Sobre como psicólogo e psiquiatra se dividem nesse trabalho, veja psicólogo, psiquiatra ou neuropsicólogo: qual procurar.

Quando procurar ajuda

Nem sempre é fácil perceber que o que está acontecendo é um transtorno bipolar. Muitas pessoas procuram ajuda apenas em fases depressivas ou depois de comportamentos impulsivos nas fases de euforia.
Se você ou alguém próximo tem apresentado mudanças intensas de humor, períodos de muita energia alternados com cansaço e tristeza profunda, vale procurar um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação.

O diagnóstico é clínico, feito a partir da entrevista psicológica e psiquiátrica (como a SCID-5 do DSM-5), que ajuda a diferenciar o transtorno bipolar de outros quadros, como depressão unipolar ou TDAH.

Se a dúvida exige investigação mais estruturada, conheça a página de avaliação psicológica. Para conversar sobre acompanhamento, você também pode agendar uma consulta.

Atenção. O transtorno bipolar está associado a risco aumentado de suicídio, especialmente em episódios depressivos e em estados mistos. Se você ou alguém próximo apresentar ideação suicida, desesperança intensa, agitação grave ou sintomas psicóticos, isso exige avaliação imediata: CVV 188 (24 horas), SAMU 192, CAPS de referência ou hospital mais próximo. Não é assunto para autodiagnóstico nem para esperar a próxima consulta.

Conclusão

O transtorno bipolar é uma condição que exige cuidado e compreensão — não apenas medicamentos. Envolve história, afetos, vínculos e sentidos de vida.
Com tratamento psicológico e psiquiátrico adequados, é possível retomar o equilíbrio emocional e reconstruir relações mais estáveis e significativas.

Esse artigo te ajudou de alguma forma, DEIXE UM COMENTÁRIO.

Se você busca atendimento psicológico em Londrina para compreender melhor as oscilações emocionais ou iniciar um acompanhamento terapêutico, entre em contato. O primeiro passo é reconhecer que pedir ajuda é um sinal de força, não de fraqueza.

Fontes e referências

  • Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Artmed.

  • Gabbard, G. O. (2016). Psiquiatria Psicodinâmica na Prática Clínica. Artmed.

  • Bowlby, J. (1989). Uma Base Segura – Aplicações Clínicas da Teoria do Apego. Artes Médicas.

  • Meneses, P. (s/d). Afetividade e Vontade. Paulus.

  • American Psychiatric Association. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Artmed, 2014. (Episódio Maníaco, Episódio Hipomaníaco, Transtorno Bipolar Tipos I e II, Transtorno Ciclotímico.)

  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças — CID-11.

  • Barlow, D. H. (Org.). Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos. Artmed.

Perguntas Frequentes – Transtorno Bipolar

Entenda sintomas, diferenças, diagnóstico e tratamento. Conteúdo educativo, não substitui avaliação profissional.

1. O que é o Transtorno Bipolar?

É uma condição de saúde mental marcada por oscilações intensas de humor entre mania/hipomania (humor elevado) e depressão (humor rebaixado), afetando energia, sono e decisões.

2. Quais são os sintomas do Transtorno Bipolar?

Na fase maníaca/hipomaníaca: euforia, agitação, pouca necessidade de sono e impulsividade. Na fase depressiva: tristeza profunda, desânimo, perda de interesse e alterações de sono e apetite. Um sinal particularmente característico da fase de elevação é a redução da necessidade de sono: dormir três horas e acordar disposto, sem cansaço no dia seguinte. Isso é diferente de insônia, em que a pessoa dorme mal e sente o efeito.

3. Qual a diferença entre bipolaridade e depressão?

A depressão apresenta apenas episódios depressivos. A bipolaridade alterna depressão e períodos de humor elevado (mania ou hipomania).

4. Transtorno Bipolar tem cura?

Não há cura definitiva, mas há tratamento eficaz. Estabilizadores de humor e psicoterapia ajudam a reduzir crises e manter o equilíbrio emocional.

5. Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e depende de entrevista cuidadosa, linha do tempo dos episódios, duração de cada fase e, sempre que possível, relato de familiares — porque fases de elevação frequentemente passam despercebidas por quem as vive. Entrevistas estruturadas baseadas no DSM-5 e instrumentos padronizados apoiam o processo, mas nenhum questionário isolado fecha o diagnóstico. Psiquiatra e psicólogo atuam de forma complementar: a avaliação psicológica reúne e integra evidências; a avaliação psiquiátrica define conduta médica e prescrição.

6. O Transtorno Bipolar é hereditário?

Existe predisposição genética, mas fatores psicológicos e ambientais também influenciam o surgimento e a evolução do quadro.

7. Quais são os tipos de Transtorno Bipolar?

Tipo I: episódios maníacos intensos, com ou sem depressão. Tipo II: hipomania, mais leve, acompanhada de depressão maior. Ciclotimia: oscilações mais suaves e persistentes.

8. Como é o tratamento da bipolaridade?

Combina acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, rotina de sono, redução de estressores e educação em saúde para reconhecer sinais de recaída.

9. Como ajudar alguém com Transtorno Bipolar?

Ofereça escuta sem julgamento, incentive o tratamento, respeite os limites e ajude a manter rotina estável. Em crises, busque suporte profissional.

10. Psicoterapia ajuda no Transtorno Bipolar?

Sim. A psicoterapia auxilia a reconhecer gatilhos, lidar com recaídas, aprimorar habilidades de regulação emocional e melhorar a adesão ao tratamento.

11. Quanto tempo dura uma fase do transtorno bipolar?

Pelos critérios do DSM-5, o episódio maníaco exige duração mínima de uma semana, o hipomaníaco de quatro dias consecutivos e o depressivo de duas semanas. Sem tratamento, os episódios costumam se estender por semanas ou meses. Entre eles há a eutimia — período de humor estável e funcionamento habitual.

12. Qual a diferença entre bipolaridade e borderline?

Principalmente a duração e o gatilho das oscilações. No transtorno da personalidade borderline, a instabilidade afetiva dura horas e costuma ser disparada por eventos interpessoais. Na bipolaridade, os episódios duram dias ou semanas, podem surgir sem desencadeante claro e há retorno à linha de base entre eles. Os dois quadros podem coexistir.

21 visualizações

Continue lendo

Gostou deste conteúdo?

Acompanhe mais sobre saúde mental, psicologia e autoconhecimento. No Instagram, conteúdo do dia a dia; no LinkedIn, o lado profissional e organizacional.

Seguir @psicologohenriqueoliveiraConectar no LinkedIn